Jornal do Brasil - Redes de fora de Eixo Rio-São Paulo buscam franqueados PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Qua, 09 de Fevereiro de 2011 16:01

Investimento inicial vai de R$ 13 mil a R$ 620 mil, afora o ponto comercial

Enquanto o aumento da renda e a expansão de eixos industriais vêm atraindo a atenção de grandes redes de franchísing para expansão fora do eixo Rio-São Paulo, empresas que surgiram longe do Sudeste fazem o caminho inverso. Já consolidadas em suas regiões, elas buscam mercados aquecidos em todo o País, inclusive nessas duas capitais. Empreendedores interessados em iniciar a expansão dessas franquias devem averiguar como será o suporte dado pela matriz às unidades distantes e a necessidade de adequação do produto ou serviço ao mercado local.

Alain Guetta, da Guetta Franchising, enfatiza que esses cuidados devem ser tomados em relação a qualquer rede, tendo ela se originado fora da região Sudeste ou não. “O mais importante é analisar a empresa, o produto e o mercado, discutindo a viabilidade da equação financeira”. Afirma. Em relação à distância Guetta aconselha atenção ao porte da franqueadora, que precisa ser capaz de atender às unidades através de logística estruturada.

De acordo com o consultor, é natural que o eixo Rio-São Paulo, pólo de maior concentração econômica, surja quantidade maior de empresas, mas garante haver fertilidade em outras regiões também. “Estão surgindo excelentes franqueadores em cidades interioranas e longe da região Sudeste”, avalia.

Mensurar o nível de consumo das regiões distantes onde se deseja alcançar é fundamental para o sucesso da expansão. Além disso, é importante descobrir se existe algum diferencial no mercado que favoreça a venda no novo local prospectado. Pincipalmente no segmento de alimentação, algumas adaptações podem ser requeridas pelos consumidores, em função da grande heterogeneidade de consumo das populações brasileiras em relação a alguns ingredientes.

Para garantir a assistência e os trei­ namentos em regiões distantes, algu­ mas redes optam por instalarem escri­ tórios locais, ou mesmo buscam manter franqueados que lhes auxiliem também na prospecção dos franquea­ dos. Jones Yuri Silva preferiu construir unidade piloto em campinas ao expandir sua empresa, a Popcorn, para outras regiões. Originada em Santa Catarina, a rede é composta por quiosques que oferecem 13 sabores salgados de pipoca e 17 sabores doces.

Silva montou a primeira unidade da empresa em um cinema com o intuito de conseguir renda que lhe auxiliasse no pagamento do curso universitário. Os sabores foram sendo desenvolvidos para aumentar a demanda em outros locais, como em shoppings. Os produ­tos utilizados são todos de fabricação própria. Para atender às 20 unidades, localizadas na região Sul, em São Pau ­ lo, Minas Gerais, Goiás e no Ceará, a empresa tem distribuição própria. Apenas no Norte (onde a rede ainda não tem nenhuma unidade) e Nordes­te é necessário que o franqueado indi­ que uma transportadora local. Com R$ 35 mil é possível abrir quiosque de três metros quadrados.

Os treinamentos da Popcorn são realizados na unidade piloto em Cam­ pinas, ou no próprio quiosque a ser lançado. "Temos grande interesse no Rio de Janeiro, onde não chegamos ainda. Nos próximos 12 meses, espera­ mos inaugurar 20 unidades, com foco também para o Nordeste", afirma Silva. O empresário garante não haver necessidade de experiência para a entra­ da na rede, já que o negócio tem fácil administração. Outra vantagem apon­ tada por ele é a mobilidade dos quios­ ques. "Não é preciso estar em um lugar fixo e os produtos têm fácil estocagem, por não serem perecíveis", acrescenta.