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Investimento inicial vai de R$ 13 mil a R$ 620 mil, afora o ponto comercial
Enquanto o aumento da renda e a expansão de eixos industriais vêm atraindo a atenção de grandes redes de franchísing para expansão fora do eixo Rio-São Paulo, empresas que surgiram longe do Sudeste fazem o caminho inverso. Já consolidadas em suas regiões, elas buscam mercados aquecidos em todo o País, inclusive nessas duas capitais. Empreendedores interessados em iniciar a expansão dessas franquias devem averiguar como será o suporte dado pela matriz às unidades distantes e a necessidade de adequação do produto ou serviço ao mercado local.
Alain Guetta, da Guetta Franchising, enfatiza que esses cuidados devem ser tomados em relação a qualquer rede, tendo ela se originado fora da região Sudeste ou não. “O mais importante é analisar a empresa, o produto e o mercado, discutindo a viabilidade da equação financeira”. Afirma. Em relação à distância Guetta aconselha atenção ao porte da franqueadora, que precisa ser capaz de atender às unidades através de logística estruturada.
De acordo com o consultor, é natural que o eixo Rio-São Paulo, pólo de maior concentração econômica, surja quantidade maior de empresas, mas garante haver fertilidade em outras regiões também. “Estão surgindo excelentes franqueadores em cidades interioranas e longe da região Sudeste”, avalia.
Mensurar o nível de consumo das regiões distantes onde se deseja alcançar é fundamental para o sucesso da expansão. Além disso, é importante descobrir se existe algum diferencial no mercado que favoreça a venda no novo local prospectado. Pincipalmente no segmento de alimentação, algumas adaptações podem ser requeridas pelos consumidores, em função da grande heterogeneidade de consumo das populações brasileiras em relação a alguns ingredientes.
Para garantir a assistência e os trei namentos em regiões distantes, algu mas redes optam por instalarem escri tórios locais, ou mesmo buscam manter franqueados que lhes auxiliem também na prospecção dos franquea dos. Jones Yuri Silva preferiu construir unidade piloto em campinas ao expandir sua empresa, a Popcorn, para outras regiões. Originada em Santa Catarina, a rede é composta por quiosques que oferecem 13 sabores salgados de pipoca e 17 sabores doces.
Silva montou a primeira unidade da empresa em um cinema com o intuito de conseguir renda que lhe auxiliasse no pagamento do curso universitário. Os sabores foram sendo desenvolvidos para aumentar a demanda em outros locais, como em shoppings. Os produtos utilizados são todos de fabricação própria. Para atender às 20 unidades, localizadas na região Sul, em São Pau lo, Minas Gerais, Goiás e no Ceará, a empresa tem distribuição própria. Apenas no Norte (onde a rede ainda não tem nenhuma unidade) e Nordeste é necessário que o franqueado indi que uma transportadora local. Com R$ 35 mil é possível abrir quiosque de três metros quadrados.
Os treinamentos da Popcorn são realizados na unidade piloto em Cam pinas, ou no próprio quiosque a ser lançado. "Temos grande interesse no Rio de Janeiro, onde não chegamos ainda. Nos próximos 12 meses, espera mos inaugurar 20 unidades, com foco também para o Nordeste", afirma Silva. O empresário garante não haver necessidade de experiência para a entra da na rede, já que o negócio tem fácil administração. Outra vantagem apon tada por ele é a mobilidade dos quios ques. "Não é preciso estar em um lugar fixo e os produtos têm fácil estocagem, por não serem perecíveis", acrescenta.
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