Curiosidades:
Pipoca x Lucro
Nada, no mundo, dá mais lucro do que vender pipoca
GILES WHITTEL The Thimes
Nem o comércio ilegal de drogas ou armas rende tanto aos varejistas.
LONDRES – A pipoca, vendida nos lugares certos, com as margens de lucro calculadas corretamente, é a substância mais lucrativa do planeta. Há concorrentes, como a heroína e os fuzis de ataque do mercado negro, mas, do ponto de vista do varejista, a pipoca tem vantagens distintas. É legal, segura, não vicia e, diferentemente do petróleo e do fumo, não está atrelada a tributos especiais. Segundo as palavras de um especialista na história social do produto, “não há que se compare” à pipoca no comércio legítimo.
Nos Estados Unidos, as vendas, nos supermercados, de milho de pipoca para consumo em casa gradualmente superam todas as outras. Por ano, são vendidos no país 19 milhões de metros cúbicos do produto. Na Grã-bretanha, são os cinemas que lideram o ataque. A pipoca, portanto, está destinada a representar um papel ainda maior na vida das pessoas.
Também está se tornando mais lucrativa, grão por grão, sempre foi uma proposta comercial imbatível para o varejista porque é comprada por peso e vendida por volume e, quando estoura, se enche de ar, que não custa nada. Na década de 50, a razão volumétrica entre o milho para pipoca e a pipoca estourada eram de 35 para 1. Agora, graças aos progressos científicos, a proporção chega a 55 para 1 e está aumentando. O que é perfeito para os cinemas porque, quando você compra um balde de pipoca, não compra um número de grãos, mas sim abundância.
O milho para a pipoca custa quase nada. Exatamente quanto ninguém na industria quer dizer, mas especialistas oferecem uma idéia aproximada. Segundo eles, o valor intrínseco dos grãos em uma quantidade de pipoca equivalente a US$ 1 é cerca de 1 centavo ( US$ 0,01). Portanto, o lucro imaginado seria de 10.000% Mas esses números deixam muita coisa de fora, como o custo da máquina de fazer pipoca, sal, manteiga, imitação de manteiga, embalagem, aluguel e o intermediário. Todos os fatores considerados, o lucro real dos cinemas fica próximo de 75%, diz Andrew Smith, autor de Popped Culture.
A pipoca sustenta o negócio de cinema numa proporção da qual pouca gente se dá conta. Sem ela as outras guloseimas vendidas no salão de entrada, o fenômeno dos multiplexes teria levado muito mais tempo para conquistar o mundo. Também não existiriam, aqueles salários multimilionários dos astros de primeira grandeza. |